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Programa Especifico - Cortejo

 

CORTEJO
HISTÓRICO/ETNOGRÁFICO
2010

ABERTURA

1 - Zés P’reiras – Gigantones e Cabeçudos
2 - CARRO – O Cartaz vivo da Romaria 2010
3 - Zés P’reiras
4 - CARRO – Crianças – Ruas do Centro Histórico
5 - Zés P’reiras
6  - CARRO – Crianças – Largo da Estação


CORTEJO HISTÓRICO

7 - Dístico: O Mar de Viana nos Caminhos de Santiago

A história de Viana está ligada a Santiago, quer na evangelização da Galiza, quer no Norte de Portugal (a antiga Gallaecia), entre os anos 33 e 44 da eracristã, quarto ano do Império de Cláudio. Tanto mais que o Ocidente por razões mágico-simbólicas aparece desde os tempos greco-romanos como reino dos mortos, do descanso eterno, e a Gallaecia como o Fim do Mundo, (a Finisterrae dos romanos), o reino de Plutão. As tropas de Décimus Június Brutus, chegando à margem esquerda do Lima… param assustadas. O rio Lima era o LHETES – o rio do Esquecimento, o “flumen oblivionis” dos antigos:

“Junto do Lima, claro e fresco rio,
Que Lhetes se chamou antigamente,
Num bosque de altos álamos sombrios”

Quem vadeasse as suas águas, esquecia a pátria, a família, os amigos! Ninguém ousava passar à outra riba!

- Não, não Tribuno!

Então o Tribuno empunhando o estandarte das Águias de Roma, arrancou atravessou as águas prateadas do rio.

E da outra margem chamou um a um, pelo seu nome – os seus centuriões, os seus soldados!

Roma estava salva, a honra dos seus antepassados, a fama das suas glórias!
Quebrou-se o encanto, mas ficou sempre a magia destas águas e destas gentes morenas e feiticeiras.

Tanta que (…) Viana em 1512 pelo Rei Venturoso é distinguida com “Foral Novo” e por graça de D. Sebastião, Viana “a principal Vila Dantre Douro e Minho” recebe o título de a “Mui Notável Vila de Viana da Foz do Lima”. Tão notável que Frei Luís de Sousa (in “Vida de Frei Bartolomeu dos Mártires”), nos conta: “todos os nobres exercitão a mercância a uso de Veneza e Génova, contra o costume das mais terras de Portugal, que os louvão e não os seguem, invejão a felicidade de bons sucessos no trato, e não sabem imitar a sua história”.

Nessa altura séc. XVI e XVII “terra de gente rica e muito nobre, de grande trato e comércio, Viana da Foz do Lima trazia no mar grande número de naus e caravelas com grossas despesas, a que correspondiam iguais retornos e proveitos que tinham a vila florentíssima e em estado de uma nova Lisboa”.

Berço de notáveis navegadores – Diogo Álvares Correia (Caramuru); João Álvares Fagundes, descobridor da «terra dos bacalhaus»; Pero Galego, moço e fidalgo, dado às aventuras, Pedro do Campo Tourinho, donatário da capitania de Porto Santo, que percorreram os quatro cantos do mundo, levando nas suas naus a Cruz de Cristo, o nome d’El Rei e “aqui é de Viana”.

7.1 - Gaiteiros da Fundação Maestro José Pedro.
7.2 - CARRO – Quadriga com Décimus Június Brutus.
7.3 - Centuriões romanos.
7.4 - Legião Romana com timbaleiros.

8 - Dístico: “A BARCA DA PEDRA”

Degolado Santiago Apóstolo por Herodes Agripa (44 DC), os judeus deixaram o corpo no campo para que os animais bravios o devorassem. Porém, os discípulos do Jacobeo – Atanásio e Teodoro, - conseguem recuperar o corpo e fogem para o mar. Ali aparece-lhes a “barca da pedra” guiada por anjos (nau de transporte de minério entre Jafa /Palestina e a Gallaecia), pronta a navegar.

Confiam na providência e entram com o corpo do Apóstolo na barca. Toma a direcção do oeste, atravessa o Mediterrâneo (o Mare Nostrum romano), passa as colunas de Hércules e entra no Oceano Atlântico, rumo a Ponte Cesures e Padron.

8.1 CARRO – “A Barca da Pedra”, túmulo com o corpo de Santiago e os discípulos Atanásio e Teodoro.
8.2 Anjos.
8.3 Eremitas.

9 - Dístico: O MILAGRE DAS VIEIRAS

Ao passar por Terras de Viana e estando a barca milagrosa junto à costa, aconteceu que celebrando-se uma boda, amigos e o próprio noivo resolveram fazer um torneio (bafordo). Porém, o cavalo do jovem noivo assusta-se, entra pelo mar dentro arrastando o próprio cavaleiro. Noiva, familiares e amigos entram em pânico. Que fazer, que socorro prestar? Viu-se, então, que a “barca da pedra” se dirigia para o local do acidente. E quando já as buscas se consideravam infrutíferas eis que cavalo e cavaleiro emergem das águas… mas, milagre, vêm cheios de conchas de vieiras e, recebendo a bênção dos
discípulos do Apóstolo, encaminham-se para a praia. A partir deste milagre a “vieira” significa a protecção do Jacobeo a todos os peregrinos que se
deslocam a Santiago. Cinco Terras reclamam o topónimo Bouças, como o local onde se desenrolou o milagre: três na costa portuguesa – Matosinhos, Viana e Caminha; duas, na vizinha Galiza – Baiona e Padron (Paulino Freire Gestoso). Mas Viana tem algo mais a dizer: a semelhança entre a Nau de velas pandas (brasão de Viana), gravado nos antigos Paços do Concelho e o tríptico de alabastro (séc. XV), sito na Catedral de Santiago, Capela das Relíquias – a “barca da pedra” guiada por anjos – diz-nos da presença jacobeia em Terras de Viana (Lixa Filgueiras/Carro Otero).

9.1 Sub-dístico – O Bafordo – As Bodas de Viana.

9.2 As Bodas de Viana (noiva, noivo, convidados); cavaleiros.
9.3 CARRO – as ondas do Mar de Viana, cavaleiro e cavalo surgem das ondas com vieiras.
9.4 Discípulos com vieiras.
9.5 Raparigas com vieiras.
9.6 Gaiteiras de S. Paio d’Antas.

10 - Dístico: SAGRAÇÃO DA IGREJA – CASTELO DE NEIVA

BISPO NAUSTO DE COIMBRA – ANO 862

A interligação dos Caminhos de Santiago na região que actualmente constitui o Norte de Portugal, remonta a tempos muito anteriores à independência e à presúria de Portucale, por Vimara Peres no ano de 868, que assinala o avanço da reconquista até ao Douro e o domínio definitivo dos cristãos sobre o vasto território do Entre Douro e Minho. Com efeito, foi em 862, seis anos antes da referida presúria que o bispo Nausto sagrou a Igreja de Castelo de Neiva ao Apóstolo Santiago, cujo túmulo tinha sido descoberto havia menos de quatro
décadas (José Marques). Também D. Nuno Alvares Pereira pretendia fazer a peregrinação a Santiago. Mas envolvido pela Guerra de Independência (1385), e o facto de Castelo de Neiva ter tomado voz por D. Beatriz casada com D. João I de Castela, viu-se obrigado a tomar a praça-forte pelas armas, o que também aconteceu com Viana, Caminha e Vila Nova de Cerveira.

10.1 Lápide epigráfica transportada em andor.
10.2 CARRO – A Igreja de Castelo de Neiva.
10.3 Pálio com Bispo e acompanhantes.
10.4 D. Nuno Alvares Pereira – Beato e Santo, a cavalo.
10.5 Cantadeiras do Vale do Neiva.
10.6 Peregrinos.

11 - Dístico: OS CAMINHOS DE SANTIAGO

11.1 Cavaleiros simbolizando


11.1.1 O Caminho Primitivo –
É Afonso II, o Casto, rei das Astúrias o primeiro promotor dos Caminhos de Santiago. Foi em 814DC, quando o eremita Pelágio contava, ao Bispo de Iria Flávia Teodomiro, as maravilhas que tinha observado: “um santo campo de estrelas”. Mensagem divina que o Rei Afonso também recebe. E parte de Oviedo pelo caminho mais rápido: a estrada romana via XIX do Itinerarium de Antonini em direcção a Lucus e a Iria Flávia. E venera em “Libredon” as relíquias do Apóstolo.

11.1.2 O Caminho Inglês –
Escandinavos, Flamengos, Ingleses, Escoceses e Irlandeses utilizaram com grande intensidade os Caminhos do Mar para chegar a Ribadeo, Viveiro, Ferrol ou Corunha. Um dos episódios mais destacados produz-se em 1147, com a chegada de uma esquadra cruzada com destino a Terra Santa, que tomou parte na conquista de Lisboa, ajudando o primeiro Rei de Portugal na sua luta contra o Islão. Antes do encontro bélico os cruzados Ingleses, Alemães e Flamengos visitaram o túmulo de Santiago.

11.1.3 O Caminho Francês –
Organizado na convergência de quatro vias, três juntando-se em Ostabat, e uma outra em Somport, cruza os Pirinéus para se agruparem na localidade de Puente la Reina. Atravessa o Norte de Espanha (Navarra, A Rioxa, Castela e Leon, Galiza), para concluir em Santiago de Compostela.

11.1.4 O Caminho Português –
Em 20 de Abril de 1594 Monsenhor Biondo Colector do Papa Clemente VII, em Lisboa, e João Baptista Confalonieri, Secretário (acompanhados de copioso séquito, com liteira), iniciam a peregrinação a Santiago passando por Azambuja, Santarém, Tomar, Coimbra, Porto, Moreira, Azurara, Vila do Conde, S. Pedro de Rates, Barcelos, Ponte de Táboas, Correlhã, Ponte de Lima, Romarigães, Rubiães, Valença, Tuy, Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padron, Santiago.

12 - Dístico: AUTO DE FLORIPES

Apesar de ser representado há mais de quatrocentos anos o Auto de Flo- ripes – a mais antiga manifestação do teatro popular no Alto Minho – só em
princípio de 1957 aparece na revista Vértice, em Coimbra. O que é, pois, o Auto de Floripes? É um episódio carolíngio extraído da guerra entre o Im- perador Carlos Magno e o rei turco Almirante Balaão. Tem como principais intérpretes do lado cristão o Conde de Oliveiros – um dos mais jovens Pares de França; do lado turco, Ferrabrás, Rei de Alexandria filho do Almirante.

Da tradição Jacobeia ligada aos Caminhos de Santiago: (…) olhando Carlos Magno para o céu viu um caminho de estrelas. Então, Santiago aparece em sonhos para lhe explicar o simbolismo da Via Láctea e recomendar-lhe que deveria seguir aquele caminho para que pudesse venerar as suas relíquias e libertar os seus caminhos dos muçulmanos. Assim fez Carlos Magno. Tomou Pamplona, venerou Santiago na sua igreja e deitou ao mar, em Terras da Galiza, as suas lanchas. Termina o Auto de Floripes e é bonito de se ver! Todos os anos em dia certo e sabido. Dia 5 de Agosto às 5 horas da tarde. Em dia Maior das Festas das Neves!

13 - Dístico: CAMINHO DA COSTA

Na inquirição paroquial feita em 1758 o abade de São Pedro de Vila Frescainha ao descrever o rio Cávado dizia que passava por várias localidades e especialmente pela: “barqua do lago passagem e estrada da villa de Vianna pêra a cidade do Porto”. Que caminho era esse? Porto, Moreira da Maia, Vilar do Pinheiro, Azurara, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana, Caminha, A Garda, Oia, Baiona, Nigran, Vigo e segue por Redondela até Santiago. Foi nesta estrada que passaram na ida ou na vinda, entre outros peregrinos, o rei D. Manuel I, Claude de Bronseval, Elme de Saulieu, Cosme de Medicis, Domenico Laffi, Nicolas Albani (séc. XVI e XVII). Tal escolha poderá significar que o itinerário Rates – Barcelos - Ponte de Lima – Valença, deixara de ser prioritário, em detrimento de um
outro mais litoral, isto é, o de Rates – Barca do Lago – Viana do Castelo (Brochado de Almeida).

13.1 CARRO mostrando o Caminho da Costa.

13.2 Locais (devidamente sinalizados) e por onde passa o Caminho da Costa no Concelho de Viana (Castelo de Neiva, S. Romão do Neiva, Chafé, Vila Nova de Anha, Darque, Viana do Castelo, Areosa, Carreço, Afife).

14 - Dístico: Pórtico da Glória – Mestre Mateus.

O nome do autor do Pórtico da Glória aparece num documento pelo qual Fernando II lhe outorga uma pensão em maravedis. No lintel baixo do Pórtico há uma referência temporal que corresponde ao início e ao fim das obras (1168/1188). É a mais maravilhosa representação em pedra da história do cristianismo. Sobre a coluna central, está Santiago Padroeiro da Galiza e das Espanhas. O pilar é um símbolo, já que nele tem um acto tradicional e curioso: colocar os cinco dedos da mão em cinco cavidades feitas na pedra pelos milhões de peregrinos que por ali passaram desde o século XII, data em que foi construído o Pórtico. Ao mesmo tempo e para o ritual ser cumprido tem que bater com a cabeça no “Santo dos Croques”, escultura que representa a cabeça de Mateus, situada na base da coluna. Para os estudantes esta tradição é vital pois a “cabeçada” no dizer “praxístico” abre os “crâneos” à sabedoria. E alguns, não contentes com a “cabeçada”, até deixam ao Mestre as “cábulas” nos altares da Catedral.

14.1 CARRO - O Pórtico da Glória em construção.
14.2 Mestre Mateus com artífices e canteiros.
14.3 Gaiteiros de S. Tiago de Cardielos

15 - Dístico: A Rota Marítima

Havia, também uma Rota Marítima que levava os portugueses a Compostela.
De resto, foi esse precisamente, o caminho por onde os discípulos trouxeram na “barca da pedra” o corpo do Apóstolo, desde a Palestina até à Galiza.
Segundo o relato de El Idrisi (versão de D. E. Saavedra in la Geografia de España), a viagem (séc. XII) de Coimbra a Compostela, por barco, iniciar-se- ia por Montemor-o-Velho (Foz do Mondego), Aveiro (Rio Vouga) e seguiria pela costa atlântica até à Rota Marítima do Mar de Arousa, Pontecesures (Rio Ulla), Padron… Já em 2007, de 18 a 25 de Julho se realizou o 1º raid da Rota
Marítima numa parceria ex-RTAM com a Intercéltica/NEA/AGAN. Tal como a Corunha, Padron, Baiona, Viana foi nos séc. XV/XVI/XVII importante porto de embarque e desembarque de peregrinos. Com a inclusão oficial de Viana e do porto de Viana no Caminho da Costa e na Rota Marítima é obrigatório (Codex Calixtinus/Liber Sancti Yacobi), a existência de um albergue, assim como na marina (doca de recreio), amarrações para barcos de peregrinos; o mesmo direi para veleiros, na futura Marina Oceânica.

15.1 Sub-dístico: Rota Marítima – tramo português.

15.2 Itinerário – Montemor-o-Velho (Foz do Mondego), Aveiro (Rio Vouga), Porto (Rio Douro), Vila do Conde (Rio Ave), Póvoa de Varzim, Esposende (Rio Cávado), Viana (Rio Lima), Vila Praia de Âncora, Caminha (Rio Minho), Vila Nova de Cerveira (ilha da Boega).

15.3 Sub-dístico: Rota Marítima – tramo galego.

15.4 Itinerário – A Garda, Oia, Baiona, Nigran, Vigo (Ilhas Cies), Sanxenxo, O Grove, Vila Garcia de Arousa, Pontecesures (Rio Ulla), Padron.

15.5 CARRO – Galeão com marinheiros, mareantes e peregrinos –
Príncipe Cosme III de Médicis (1669), acompanhado de 30 nobres florentinos; Domenico Laffi sacerdote bolonhês (1666,1670 e 1673), escritor e organizador de peregrinações a Jerusalém, Lisboa e Santiago (quase morre junto à Capelinha de S. Lourenço/Darque) na aproximação ao porto de Viana; Nicolas Albani, peregrino napolitano (1743, 1745). Escreve dois livros sobre as suas viagens a Santiago. Narrativa com aguarelas onde um “bandido” pre-
tende assaltá-lo e que Albani, ao defender-se, deixa bem “molestado”; assim como diversas passagens por Viana, em direcção ao Porto, para se encontrar com peregrinos e embaixadores italianos.

16 - Dístico: A Lenda do Galo – Barcelos
Conta a lenda que um galego, peregrino a caminho de Santiago, se viu em andanças por causa de um crime de “morte morrida” que agitava, na altura, as pessoas do burgo. E, por mais que jurasse a sua inocência, foi logo preso e condenado à forca. Ao carrasco e ao clérigo só pedia um favor: levem-me à frente do juiz. Assim foi. O juiz com alguns amigos à mesa ouviu o homem. E, de novo, o galego reafirmou sua inocência: - É tão certo que estou inocente, como certo este galo cantar quando me enforcarem! Todos se riram… mas ninguém ferrou o dente na coxa roliça do galarós. E diz a lenda que quando o peregrino ia ser enforcado… o galo cantou mesmo!

16.1 CARRO – Lenda do Galo.
16.2 Povo com galos tradicionais.

17 - Dístico: Rainha Santa Isabel

No ano de 1325, depois de morrer El Rei D. Dinis, a Santa Rainha Isabel fez a peregrinação à catedral de Santiago. Segundo relato escrito de uma monja do Convento de Santa Clara de Coimbra, a Rainha chegou a Compostela em Julho e fez o caminho a pé, uma légua antes, de chegar à cidade. A 25 de Julho (Ano Santo), dia da Festa de Santiago, fez ao Apóstolo, na missa dita encontraram quando seu túmulo foi aberto em 1612.

17.1 CARRO – O Milagre das Rosas e da Fonte Santa.
17.2 Santa Isabel peregrina, a cavalo.
17.3 Damas da corte com oferendas e mula com freio de ouro e prata – panos bordados – taças e ornamentos sagrados.
17.4 Oferta do Arcebispo a Santa Isabel – bordão e esportela.

18 - Dístico: D. Manuel I – peregrino a Santiago

De acordo com o seu biógrafo D. Jerónimo Osório “partiu para Santiago a cumprir um voto que tinha prometido”, passando por Viana em 1502. Inicia a peregrinação com um séquito numeroso e com requintes de luxo sendo acompanhado por alfaiates e músicos. Mesmo assim rezavam as crónicas que D. Manuel viajava “afonado”, isto é, incógnito. Na Catedral de Santiago ofereceu ao Apóstolo uma lâmpada de cinco fogos que deveria ficar acesa, permanentemente, depois do seu regresso. Em Viana, manda construir a Torre da Roqueta, para defender a entrada da Barra. Como era hábito, os peregrinos iniciavam a visita pela Porta do Postigo, seguida da Igreja Matriz, agora Sé, com a imagem de Santiago Peregrino, nas arquivoltas do pórtico; rua do Poço, Praça da Erva (das antigas diligências), Hospital Velho (albergue de “peregrins e romeus que vão e vem pera Santiago”), Porta de Santiago, Recolhimento de Santiago (com imagem de madeira policromada segundo a
iconografia tradicional), Capela de Santa Catarina – Santiago/Batalha de Clavijo (pintura), Torre da Roqueta (Castelo de Santiago da Barra).

18.1 Clarins.
18.2 D. Manuel, a cavalo “Porta do Postigo”.
18.3 Pagens.
18.4 Séquito do Rei.
18.5 Monges Beneditinos.

19 - Dístico: “Património Jacobeo intramuros de Viana”.

19.1 CARRO – Sé Catedral – nas arquivoltas do pórtico, Santiago peregrino, entre Apóstolos e Anjos.
19.2 Dístico: Rua do Poço.
19.3 Rua do Poço – o abastecimento de água – aguadeiras.
19.4 Dístico: Praça da Erva – Hospital Velho – Campo do Forno
19.5 Peregrinos e gente do povo no burgo medieval.
19.6 Dístico: “Recolhimento de Santiago”.

19.7 Recolhimento de Santiago – A Roda conventual (onde muitas vezes os “engeitados” recém-nascidos eram expostos), mas, e sobretudo, memória de uma especialidade (esquecida), do melhor doce conventual de Viana “as meias luas de Santiago”.

19.8 CARRO – A Torre da Roqueta, a dominar a entrada da barra de Viana.
Na fachada, voltada a norte, as insígnias manuelinas: Escudo Português,Esfera Armilar, Cruz de Cristo.

20 - Dístico:”O Jacobeo na construção da Europa”.

O Caminho de Santiago significou na história do Ocidente uma das mais importantes vias de peregrinações e intercâmbios da cultura. Todos os países
da Europa medieval, contribuíram activamente para a sua criação e na realidade nenhuma nação lhe é historicamente estranha. O Caminho de Santiago foi um crisol em que se fundiram o espírito e o pensamento de muitos homens e de onde nasceu constituído o espírito ocidental (Fraga Iribarne).
Norte de Portugal e Galiza em pleno Ano Jacobeo estreitam cada vez mais laços de amizade levando de vencida as Finisterras de Antanho, e assumindo-se como protagonistas dum amanhã promissor neste Noroeste Peninsular.

20.1 Tunas Académicas (Instituto Politécnico de Viana do Castelo).
20.2 CARRO – Viana Cidade Académica num abraço à Galiza.
20.3 Tunas Académicas (Instituto Politécnico de Viana do Castelo).
20.4 CARRO – Cartaz do Ano Jacobeo 2010.
20.5 Peregrinos a Santiago – Viana Académica.
20.6 Sociedade Musical Banda Lanhelense – Lanhelas

Guião Guião
Cortejo Etnográfico


21 Dístico – “Das Fainas Marítimas do Litoral Vianês às  Pescas na Terra Nova” - Monserrate
22 Marisqueiras Carreço
23 Pesca do arrasto de camarão (sacos de rede encascada) - Carreço
24 Pescadores do candeio - Carreço
25 Tocata da Ronda Típica  - Carreço
26 Mulheres com lampiões e lumieiras a caminho do mar Vila Nova de Anha
27 CARRO – A Taberna Soares  - Casa Primavera – Monserrate
28 Pescadores e peixeiras da Ribeira de Viana  Monserrate
29 Nas fainas do bacalhau Darque
30 Dístico – “Das algas na nossa Gastronomia”  Chafé
31 Sargaceiras de Afife  Afife
32 Mulheres com cestos encastelados à cabeça e Tocata  Vila Nova de Anha
33 Transporte de sargaço nas padiolas Chafé
34 Sargaceiros com graveta, engaceira, croque, foicinhão e  sargaço.  - Castelo de Neiva
35 CARRO – Restaurante Augusto  Castelo de Neiva
36 Tocata do Grupo Folclórico e Etnográfico  Castelo de Neiva
37 Dístico – “Do Sargaço (adubo natural) à fertilidade e à  vida nos campos” - Afife
38 O amanho da terra, o adubo, a sementeira - Areosa
39 A ceifa. Raparigas com foicinhas e braçados de milho Vila Nova de Anha
40 Gente e gestos da esfolhada e Tocata  Vila Nova de Anha
41 Cestas com espigas de milho Vila Nova de Anha
42 Homens para a malhada (com malhos ou manguais) Carreço
43 Transporte de grãos de milho para o moinho Carreço
44 CARRO – Os moinhos de água da Montaria S. Lourenço da  Montaria
45 Foles para transporte de farinha  S. Lourenço da  Montaria
46 Tocata do Grupo Folclórico  S. Lourenço da  Montaria
47 Grupo de trajes de trabalho (cotio) Viana do Castelo
48 CARRO – O fabrico da broa  S. Salvador da  Torre
49 Preparação da vinha Terras de Geraz
50 Tempo de vindimas  Terras de Geraz
51 CARRO – O lagar e a prova do vinho - Confraria do Vinho Verde  Terras de Geraz
52 Transporte de vinho para a Passagem – Rio Lima  - Casa de Reiros  – Terras de Geraz
53 CARRO – O Alambique Nogueira
54 Produtos da horta e do pomar e Tocata  Subportela
55 Cestinhas com fruta da época  Viana do Castelo
56 CARRO – A matança do porco - Grupo Folclórico Danças Cantares  de Perre
57 Mulheres com cambos de cebolas  Darque
58 No regresso da Feira – Mulheres com cântaros  Lanheses
59 Raparigas com braçados de lauro Viana do Castelo
60 CARRO – Os serradores do monte e Tocata  Vila Fria
61 Roçadores do mato  Outeiro, Afife
62 Garranos da Serra de Santa Luzia  Outeiro
63 Tocata do Rancho Folclórico do Centro Desportivo e  Cultural  - Outeiro
64 CARRO – Pastoreio  Amonde
65 Mulheres a fiar Amonde
66 CARRO – A tecelagem da lã  Perre
67 Mostrando aventais tecidos em casa  Viana do Castelo
68 Tocata do Grupo Folclórico das Lavradeiras   Meadela
69 Linho já ripado a caminho do rio  Serreleis
70 Mostrando obra feita em linho  Serreleis
71 Trajes de ir à feira Viana do Castelo
72 CARRO – Bordados de Viana  Cardielos
73 Toalhas bordadas Cardielos
74 Tocata do Grupo Folclórico das Bordadeiras da Casa do Povo Cardielos
75 Lenços de Amor Viana do Castelo
76 Dístico – “A Festa” Meixedo
77 Zés P’reiras
78 Tabuleiros com roscas e foguetes Areosa
79 Trajes de domingar e cestinhas com flores Viana do Castelo
80 Peditório para o Santo  Meadela
81 Zés P’reiras
82 Buxo e flores para o arco festivo Vila Mou
83 CARRO – o arco festivo  Vila Mou
84 O arraial – Rusga Né Basto, Zés P’reiras e Grupo Concertinas Foz do Lima  - Viana do Castelo
85 CARRO – Senhora da Cabeça e romeiros  - Freixieiro de  Soutelo
86 Romeiros à Serra d’Arga Mazarefes
87 Mordomas com velas votivas  Vilar de Murteda
88 Tabuleiros de segredos abertos  Perre
89 Andor florido de Alvarães e pétalas para o andor  Alvarães  
90 O cesto das Rosas  Vila Franca
91 CARRO – Morgadas  Viana do Castelo
92 Tuna de Veteranos  Viana do Castelo
93 CARRO – O ouro de Viana  Viana do Castelo
94 Mordomas – Cortejo a Santiago (Ano Santo, 2010) Turismo
95 CARRO – Mordomas  Viana do Castelo
96 Mordomas em charretes - Terras de Geraz e  Sta. Marta de  Portuzelo
97 Confraria da Concertina  Viana do Castelo
98 Noivas e noivos Viana do Castelo
99 Noivas  Viana do Castelo
100 CARRO – O fato à Vianesa, uma imagem da Nação  Museu do Traje  – Viana do Castelo
101 Filarmónica de Vila Nova de Anha  Vila Nova de Anha
GUIÃO
Prof. José Luís Oliveira
Dr. Francisco Sampaio
RESPONSÁVEIS
Dr. Francisco Sampaio
Prof. José Luis Oliveira
Prof. Jorge Ferreira Martins
José Dias Reis Pereira
Manuel Augusto Lima
Prof. Manuel Valença Pereira
Francisco Oliveira Baptista
António José Basto
António Miguel Cubo Costa
ITINERÁRIO
Alameda do Jardim Marginal (faixa norte - formação) – Rua Abel Viana – Praça  Afonso III – Avenida Afonso III – Rua de Aveiro – Praça 1º de Maio – Rua Nova de Santana – Passeio das Mordomas da Romaria – Av. Conde da Carreira – Av. Combatentes G. Guerra – Largo 5 de Outubro – Alameda João Alves Cerqueira – Largo de Santa Catarina – Av. Campo do Castelo – Rotunda do Pescador (onde termina).
MAIS CUMPRE
Que em nome da cidade, a Comissão de Festas agradeça à Câmara Municipal de Viana do Castelo, Juntas de Freguesia e a todos quantos, pessoal ou colectivamente lhe prestaram a sua colaboração e contribuíram com a sua presença para o brilho deste cortejo. Permitimo-nos nomear ainda a Associação Projecto Amarcultura, de Calendário, Vila Nova de Famalicão, pela valiosa colaboração.
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